Nova instrução do Vaticano sobre sepultura e cremação

MAIS NOTÍCIAS

A Congregação para a Doutrina da Fé divulgou ontem, 25, a instrução “Ad resurgendum cum Christo” na qual especifica novas regras de conservação das cinzas nos casos de cremação. O documento também traz orientações a respeito da sepultura dos defuntos.

Por décadas, o Vaticano estabeleceu que fosse conservado o costume de enterrar os cadáveres dos fiéis, acrescentando, que a cremação não é “em si mesma contrária à religião cristã”. A Santa Sé dizia ainda, que não deviam ser negados os sacramentos e as exéquias àqueles que pediram para ser cremados.

Como a prática da cremação difundiu-se bastante em muitas nações, a nova instrução aprovada pelo papa Francisco recomenda insistentemente que os corpos dos defuntos continuem sendo sepultados nos cemitérios ou em lugares sagrados. Todavia, afirma que a cremação não é proibida, “a não ser que tenha sido proferida por razões contrárias à doutrina cristã”.

Por norma, o documento da Congregação considera que quaisquer que sejam as motivações que levaram à escolha da cremação do cadáver, as cinzas dos defuntos devem ser conversadas, num lugar sagrado, isto é, no cemitério ou, se for o caso, numa igreja ou num lugar especialmente dedicado a esse fim determinado pela autoridade eclesiástica.

Para a Santa Sé, a conservação das cinzas num lugar sagrado pode contribuir para que não se corra o risco de afastar os defuntos da oração e da recordação dos parentes e da comunidade cristã, e afirma ainda, que somente em casos de circunstâncias gravosas e excepcionais, dependendo das condições culturais de caráter local poderá ser autorizado a conservação das cinzas em casa.

A instrução também não permite a dispersão das cinzas no ar, na terra ou na água. Exclui-se, ainda a possibilidade da conservação das cinzas cremadas sob a forma de joias ou em outros objetos. Por último, o documento afirma que no caso do defunto ter claramente manifestado o desejo de cremação e a dispersão das cinzas na natureza por razões contrárias à fé cristã, devem ser negadas às exéquias, segundo o direito.

“Hoje, cada vez mais existe esse desejo das pessoas de serem cremadas. Algumas chegam a manifestar essa vontade por escrito. É claro que a Igreja teria que se manifestar teologicamente, o que o fez com essa instrução”, afirmou o secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Steiner em entrevista ao Globo.

(Fonte: CNBB)

Notícias recomendadas

Comentários

Publicidade

MAIS LIDAS

Dom Franco Cuter celebra 50 anos de Vida Sacerdotal

Os fieis da Diocese de Grajaú celebrou os 50 anos de Vida Sacerdotal do bispo diocesano, dom Franco Cuter. A solene santa missa na...

Diocese de Grajaú elabora Plano Diocesano de Pastoral para os próximos 2 anos

Com o objetivo de elaborar o Plano Diocesano de Pastoral para o biênio 2020/2021, o bispo diocesano de Grajaú, Dom Rubival Cabral Britto, os...

Saudação da CNBB ao novo bispo de Grajaú (MA)

Frei Rubival é Diretor do Colégio Paulo Vi e vigário da paróquia Nossa Sra. de Fátima e Santo Antônio de Lisboa, em Vitória da...
X